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macroJuly 13, 2026·TradeAssi Newsroom

Déficit fiscal dos EUA atinge US$ 1,4 trilhão nos primeiros nove meses do ano fiscal de 2026, relata o CBO

TL;DR

  • O déficit federal dos EUA atingiu US$ 1,4 trilhão durante os primeiros nove meses do ano fiscal de 2026.
  • Os gastos totais do governo aumentaram 6%, superando o crescimento de 5% na receita federal.
  • O aumento das taxas de juros sobre a dívida pública e os custos da Previdência Social continuam sendo os principais motores do déficit.

Expansão do déficit impulsionada pelo aumento das despesas

O déficit orçamentário federal dos Estados Unidos atingiu US$ 1,4 trilhão durante os primeiros nove meses do ano fiscal de 2026, de acordo com as estimativas mais recentes do Congressional Budget Office (CBO). Este número representa um aumento substancial em comparação com o mesmo período do ano fiscal anterior, destacando os desafios contínuos em equilibrar as despesas federais em relação às receitas recebidas.

Segundo o CBO, o aumento do hiato fiscal é resultado principalmente do fato de os gastos federais superarem as receitas do governo. Embora as receitas federais tenham registrado um aumento moderado de aproximadamente 5% durante este período de nove meses, os gastos totais do governo subiram cerca de 6%. Esse desequilíbrio elevou o déficit acumulado, levantando novas questões entre economistas sobre a sustentabilidade a longo prazo da trajetória fiscal do país.

Principais motores dos gastos federais

Vários setores-chave contribuíram significativamente para os níveis elevados de gastos. O principal deles é o custo crescente do serviço da dívida nacional. Devido à manutenção de taxas de juros mais altas, os gastos líquidos com juros sobre a dívida pública aumentaram rapidamente, tornando-se um dos componentes que mais crescem no orçamento federal.

Além disso, os programas de gastos obrigatórios continuam exercendo pressão sobre o déficit. Os desembolsos para a Previdência Social (Social Security) e o Medicare registraram aumentos notáveis, impulsionados pelo envelhecimento da população e pelos ajustes no custo de vida. Os gastos militares e os programas de educação também tiveram alocações de recursos aumentadas durante este período, agravando ainda mais as despesas totais do governo federal.

Crescimento da receita não acompanha o ritmo

No que diz respeito às receitas, o governo federal experimentou um crescimento modesto na arrecadação de impostos de renda de pessoas físicas e jurídicas. No entanto, esses ganhos foram insuficientes para compensar o ritmo acelerado dos gastos. O CBO observa que, embora a atividade econômica tenha sustentado a arrecadação, a taxa de crescimento das receitas ficou atrás dos custos compostos de juros e das obrigações previdenciárias obrigatórias que dominam a atual estrutura orçamentária federal.

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